Fernando Penna

Alerta de perigo: Escola Sem Partido criminaliza os(as) professores(as) e aliena os(as) estudantes

maio 30 2017
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Desqualificar o saber profissional do(a) docente, reduzir a Educação a uma relação de consumo, restringir o(a) professor(a) a um(a) burocrata, criminalizar a prática docente, oferecer somente conhecimento técnico aos/às alunos(as), produzir uma população sem capacidade crítica. Estes foram apenas alguns alertas dados no debate sobre o Escola Sem Partido, realizado ontem (29), na APLB, em Salvador. A discussão, promovida pela Frente Baiana Escola Sem Mordaça, da qual o SINASEFE-IFBA faz parte, contou com as apresentações do Doutor em Educação e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Fernando Penna, e da Doutora em História e professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Márcia Barreiros.

Para Fernando Penna, o Escola Sem Partido é uma ameaça à educação democrática e, por conta da onda conservadora que se alastra pelo país, tem ganhado território, oferecendo um sério perigo à sociedade. “Dialogar com a realidade do(a) aluno(a) é essencial para qualquer disciplina, o(a) professor(a) é um(a) educador(a), não apenas um(a) instrutor(a). O Escola Sem Partido quer transformar os(as) docentes em criminosos(as), abusadores(as), doutrinadores(as), alimentando o pânico moral e ameaçando os(as) que discutirem gênero, homofobia e outros temas extremamente relevantes em sala de aula. Precisamos reagir contra isso, pois há muitos(as) professores(as) acuados(as)”, explica Penna.

Ele destaca que é preciso levar o debate sobre o Escola Sem Partido para todos os espaços, utilizar as redes sociais para ampliar o alcance e mobilizar a sociedade para que ela pressione os(as) políticos(as) a não aprovar os projetos de lei que têm como fundamento o Programa. Penna ainda adverte que o Escola Sem Partido não é apartidário e possui uma ideologia alienadora muito explícita, onde deverá prevalecer a lógica do mercado.

Márcia BarreirosNa avaliação da historiadora Márcia Barreiros, a educação não é profilática, precisa sensibilizar para a diversidade. Nesse sentido, a dimensão de gênero e sexualidade deve estar no dia a dia da sala de aula, pois este tema é uma questão de direitos humanos e deve ser respeitado. “Falta suficiência metodológica e teórica ao Escola Sem Partido, a argumentação deles é péssima e seus fundamentos remontam ao Brasil Colonial, com a ideia de pátrio poder, onde imperavam o conservadorismo, o segregacionismo, a heteronormatividade. O Programa viola acordos internacionais e é flagrante a sua inconstitucionalidade. O ambiente da escola é um ambiente de cidadania, de desenvolvimento de senso crítico e do debate!”, finaliza Márcia.

A próxima reunião da Frente acontecerá no dia 9 de junho, às 17h, na Faculdade de Educação da UFBA. Quem quiser acompanhar as atividades do grupo, basta curtir a página criada no Facebook: Frente Baiana Escola Sem Mordaça.

Veja um pouco mais sobre o tema nos vídeos gravados durante o debate:

 

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