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Estudantes do IFBA param o Centro de Salvador em protesto

set 11 2015
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Dezenas de estudantes de diversos campi do IFBA se reuniram, nesta quinta-feira (10), na sede da Reitoria do Instituto, para protestar contra a expulsão de cinco alunos e suspensão de outros 14 alunos do Campus Camaçari. Com cartazes e faixas, eles caminharam do Canela até o Campo Grande, conclamando por justiça e parando, por alguns minutos, o Centro da capital baiana.

Eles reclamam que foi negado o direito de defesa aos alunos punidos e que as alegações de que os 19 estudantes colocaram em risco a integridade física de servidores do Campus Camaçari é uma manobra política, já que não há provas e grande parte dos servidores denunciantes ocupa cargos comissionados (de direção ou função gratificada). Outro ponto destacado é que os expulsos e suspensos possuem forte atuação no movimento estudantil do IFBA, com posições, muitas vezes, contrárias ao reitor Renato Anunciação.

A mobilização teve o apoio de diversos servidores e campi do IFBA, além de movimentos sociais e políticos, como o vereador Hilton Coelho (PSOL). O caso está sendo acompanhado pela Defensoria Pública da União e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Bahia (SINASEFE-IFBA).

Histórico

No dia 17 de dezembro de 2014, estudantes realizaram uma festa no Campus Camaçari, com autorização das três diretorias – Geral, Ensino e Administrativa – em comemoração ao fim do ano. A comemoração foi organizada por uma comissão de estudantes, a qual não tinha nenhuma ligação com a diretoria do grêmio escolar. No dia seguinte ao evento, durante “limpeza geral” no campus, um diretor abriu a sala do grêmio e alegou ter encontrado garrafas de bebidas alcoólicas e resíduos de cigarros de maconha, o que nunca foi provado.

A Diretoria do campus, então, decidiu interditar o acesso dos estudantes ao grêmio. A fim de discutir a situação, os alunos tentaram se reunir com o diretor, mas não foram recebidos. Então, cerca de 60 estudantes resolveram protestar e ocuparam temporariamente, de forma pacífica, a sala do gestor. Se aproveitando da situação, alguns servidores da unidade, aliados à gestão, enviaram à Reitoria um documento no qual alegavam terem sido ameaçados e solicitando que alguma medida fosse tomada. De forma unilateral, as aulas foram suspensas de 05 de fevereiro a 21 de fevereiro deste ano.

Uma Comissão de Sindicância foi criada, no dia 06 de fevereiro, para analisar os “fatos”. Todos os estudantes que participaram dos eventos e seus pais ou responsáveis foram ouvidos pelo comitê, mas não obtiveram cópias dos depoimentos, nem mesmo qualquer outra forma de acesso a eles. Além disso, muitos deles questionaram a forma como a comissão conduziu a oitiva com os alunos e responsáveis.

Um dos questionamentos mais importantes dos estudantes é o fato de não ter havido nenhuma acusação formal e, muito menos, prazo para apresentação de defesa, o que é ilegal e antidemocrático. Os estudantes de Camaçari estão sofrendo o que milhares de professores, técnicos administrativos e outros alunos do IFBA padecem todos os dias por causa da gestão autoritária do reitor Renato Anunciação e de seus aliados. Além da perseguição política, as queixas mais frequentes em relação à gestão do instituto são de assédio moral, falta de diálogo e do caráter punitivo e paradoxal das decisões.

Fonte: SINASEFE-IFBA

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