Lixo, entulho e equipamentos são empilhados no Campus Salvador

mar 26 2015
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Todos aqueles que transitam pelo Campus Salvador percebem o cenário de desorganização que toma conta dos espaços de circulação: caixas amontoadas, restos de materiais de construção, entulhos, equipamentos não utilizados seguem fazendo parte da paisagem. No ano passado, os estudantes do Campus, sob a coordenação da Profª Diana Valverde (Departamento de Artes), realizaram uma exposição artística onde não ficou de fora a crítica a desorganização do Campus.

Entretanto, é o Departamento de Física (DEFIS) que mais tem sofrido com o problema: uma área externa anexa ao Departamento tem servido há anos como depósito de restos de materiais de construção, entulhos e todo tipo de lixo nãoorgânico. O DEFIS vem solicitando, sem sucesso, repetidas vezes providências da gestão para solução do problema.

Em dezembro de 2014, a chefe do Departamento de Física do Campus Salvador do IFBA, Profª Luzia Mota, enviou um Memorando (com registros fotográficos) à Diretoria Adjunta de Engenharia e Manutenção do Campus (DEMAG) solicitando a limpeza e a retirada dos entulhos, dos lixos e dos materiais de construção depositados no fundo do Departamento e em toda a extensão do Campus, mas até o momento a situação não foi resolvida. O lixo e entulho acumulam insetos, ratos e animais peçonhentos, além de poeira, promovendo riscos à saúde dos servidores e dos estudantes. De acordo com a professora, uma solicitação formal foi feita ao Diretor Geral, Profº. Albertino Nascimento, em reunião ordinária do Departamento, em agosto de 2014, que se comprometeu em resolver a situação até dezembro daquele ano, mas nada foi resolvido; e o lixo continua se acumulando até o presente momento.

“Consideramos essa prática desrespeitosa com os servidores do DEFIS e com toda a comunidade. Compreendemos que não somos obrigados a conviver com uma situação de insalubridade dessa natureza”, destaca a professora.

A sujeira não é o único problema, parte desses materiais acumulados em áreas inadequadas e de circulação são equipamentos não utilizados pela instituição, como é o caso dos elevadores que se encontram em caixas depositadas no corredor e das placas de piso tátil, que deveriam ser utilizados para promover a acessibilidade na unidade. Estes materiais estão expostos, há anos, a intempéries e desgastes mecânicos e podem mesmo não funcionar adequadamente, o que configuraria mal uso do dinheiro público. Há também materiais plásticos, elétricos e eletrônicos descartados diretamente no solo, contradizendo totalmente as ações positivas da Comissão Interna de Sustentabilidade Ambiental (CISA) do Campus de Salvador.

A unidade apenas recebeu alguma atenção quanto à limpeza no dia 23 de janeiro passado, quando da visita do Ministro da Educação ao Campus. Neste dia, todo o espaço estava limpo, mas, ainda assim, as caixas continuaram acumuladas nos corredores sendo apenas tirada a poeira das mesmas. Hoje, o lixo volta a se acumular nos mesmos locais.

A situação de desorganização do Campus Salvador é uma deplorável “anti-aula” sobre segurança, higiene no trabalho, meio ambiente e saúde. Como formar técnicos e bons profissionais se esse é o exemplo que a Instituição oferece? O SINASEFE-IFBA cobra uma posição da gestão do Campus Salvador em relação a essa situação incompatível com uma instituição formadora de profissionais e cidadãos.

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