Manifesto Antirracista e Antifascista do SINASEFE-IFBA

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Às servidoras e servidores públicos(as) do Instituto Federal da Bahia (IFBA), trabalhadoras e trabalhadores de todas as profissões que lutam diariamente em prol da construção de um país mais igualitário, diverso e democrático, o SINASEFE-IFBA vem por meio desse manifesto declarar o seu repúdio a constante escalada fascista que assola o mundo e o Brasil com o Governo Bolsonaro.

Em tempos de pandemia, em que o Governo Bolsonaro, de forma oportunista golpeia todos os direitos da população brasileira, está evidente a importância da inclusão social por meio da luta de classes, do acesso à informação, à saúde, à educação, ao saneamento básico, a alimentação. Em uma das maiores crises da saúde pública, o Brasil passa por essa travessia sem oferecer recursos básicos para a maioria das(os) cidadã(os). 

Há quem diga que o Covid-19 não escolhe cor, idade ou classe social. Pode até não escolher, mas o sistema fica com a incumbência de fazer isso. Sabemos qual a cor, a idade, classe social e a razão de uma parcela significativa de brasileiras(os) que não pode cumprir o isolamento social. 

Na última semana, vimos a dor de Mirtes Renata que perdeu seu filho Miguel Otávio de forma trágica. Mirtes é o retrato de como o Brasil continua sendo um país elitista, escravocrata e racista. Em plena pandemia não teve a liberação de seus patrões para cumprir o isolamento social, essa mulher negra, empregada doméstica e mãe solo que precisou levar o seu filho para o trabalho. Mirtes viu seu filho, de 5 anos, que tinha deixado aos cuidados da patroa enquanto passeava com o cachorro da casa, cair do 9º do prédio. Sem filho, sem empregado, desassistida e com uma dor imensurável. Enquanto sua ex-patroa segue em casa e entregue os seus, após pagar R$ 20 mil pela morte de uma criança negra. 

Esse não é mais um caso isolado de crianças negras que são assassinadas. As crianças negras se quer são enxergadas como crianças e o reflexo disso é visto na história de Miguel Otávio, João Pedro, Katia Cilena, Agatha Félix, Kauan Peixoto e tantas(os) outras(os).

Um país que sofre até hoje as dores do racismo, não pode avançar através de um desgoverno violento, doentio e que não pensa políticas para uma população sem que haja uma leitura interseccional, articulando raça, gênero e classe. 

A Diversidade em cores, gêneros, manifestações religiosas, sotaques e modo de vida são pontos fundamentais para afirmação de uma sociedade saudável. Diversidade o Brasil tem de sobra. Falta, e falta muito, o direito de exercer essa diversidade. 

Fora Fascistas! Racistas não passarão!
Fora Bolsonaro! Fora Sérgio Camargo!

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