Moção de apoio às(aos) professoras(es) das universidades estaduais da Bahia

maio
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O SINASEFE-IFBA manifesta-se publicamente em apoio às(aos) professoras(es) das universidades estaduais da Bahia que estão em greve desde o dia 9 de abril deste ano.

Entre as reivindicações da categoria estão:

▪️ O reajuste de 5,5% anual no salário base, que garantiria a recuperação salarial referente ao período de 2015 a 2017;

▪️ A promoção na carreira, progressões e mudanças de regime de trabalho, previstos nos direitos trabalhistas;

▪️ Aumento de 5% para 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) do Estado da Bahia para orçamento anual das universidades estaduais;

▪️ A reposição integral da inflação referente aos anos de 2015 a 2017, com índice igual ou superior ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e em única parcela.

Além disso, as(os) docentes têm requerido a ampliação e desvinculação de vaga/classe do quadro de cargos de provimento permanente do Magistério Público das Universidades do Estado da Bahia.

Com o intuito de retaliar as(os) professores(as) universitárias(os) por conta da paralisação, o governador Rui Costa cortou o pagamento dos salários referentes ao mês de abril. No dia 6 de maio foi concedida uma liminar obrigando a administração estadual a realizar o pagamento com os valores corrigidos em até 72 horas, prazo que se esgotou na tarde da sexta feira dia 10 de maio sem que o governo cumprisse a decisão judicial em favor das(os) grevistas.

Os ataques à educação existem há muitos anos e tem se intensificado cada vez mais, seja com o incentivo à perseguição às(aos) professoras(es) em sala de aula e acusação de doutrinação política, encabeçado pelo nefasto projeto Escola sem Partido, ou com o recente corte orçamentário de 30% as Universidades e Institutos Federais.

Apesar das imensas divergências políticas entre o PT, partido ao qual Rui Costa é filiado, e o PSL, partido de Jair Bolsonaro, existem grotescas semelhanças em certas práticas e discursos do governador da Bahia e do Presidente da República no que diz respeito à opção por cortar recursos para a Educação e sobre a simpatia com o projeto de militarização das escolas públicas.

Diante de todos esses constantes ataques às(aos) educadoras(es) baianas(os), que mesmo com estruturas precárias e salários defasados – para dizer o mínimo – se dedicam arduamente ao processo de formação intelectual e cidadã da nossa sociedade, convidamos a todas(os) para somarem-se à base do SINASEFE-IFBA, Movimento Estudantil e demais movimentos sociais e populares na construção do dia 15 de maio, dia da Greve Nacional da Educação e no dia 14 de junho, nossa grande Greve Geral da classe trabalhadora.

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