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NOTA DE REPÚDIO SOBRE O NÃO PAGAMENTO DAS BOLSAS DO PAAE DO IFBA CAMPUS SALVADOR

dez 26 2016
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É praticamente ponto pacífico a constatação de que vivemos dias absurdamente difíceis. São dias difíceis inclusive de interpretar. Dias nos quais, à toque de caixa, direitos estão sendo destruídos em nome da construção de uma “estabilidade nacional” que não merece nem mesmo o título de ficção política. E quando, nessa extrema dificuldade, o(a)s jovens – geralmente taxado(a)s como inconsequentes – se levantam e dizem “NÃO!”, a solidariedade é nosso dever. É o exercício da cidadania se fazendo, num Estado um tanto bruto, mas nem por isso menos admirável.

Espanta-nos a postura da Diretoria do Campus SSA, que tem em seu diretor uma pessoa com um forte passado sindical. O não pagamento dos auxílios e bolsas da Assistência Estudantil é um dos atos mais torpes que se pode imaginar e executar num caso como o corrente. É dizer não só a quem luta na ocupação, mas também a quem pode vir a lutar, “Desista! O Estado sou Eu!”. É usar o aparelho do Estado para negar o direito inalienável da ação/reação política. Não se deve lutar? Essa é a “lição” que a autoridade acadêmica do Campus Salvador quer passar? Deve-se engolir a seco e tocar a vida de gado para onde o vento mandar? Não! Essa é a resposta que o(a)s nosso(a)s estudantes estão dando.

Nenhuma justificativa de base legal, operacional ou técnica será suficiente para aceitarmos essa decisão política desastrosa e vingativa contra o segmento estudantil.

A normativa que regulamenta a política da Assistência Estudantil no IFBA, contida na Resolução 25/2016, dá todas as condições para a manutenção do pagamento dos auxílios e das bolsas de todos os programas (PAAE, Universais e Complementares) na situação inédita da ocupação. Não há impedimento legal que determine à Direção Geral do Campus Salvador – IFBA suspender os auxílios e bolsas automaticamente e indiscriminadamente como foi feito. Repetimos, a decisão foi política.

Não é esse o mundo com o qual sonhamos. Não é para isso que educamos o(a)s nosso(a)s estudantes. Não foi para isso que nossos pais e mães nos educaram. Acreditamos que a justiça é possível. Acreditamos que a união faz a força e que nenhuma autoridade é fato dado. Inclusive a nossa. Somos contra essa retaliação. Somos contra esse autoritarismo castrador. Apoiamos a ousadia que a juventude está a nos lembrar que é necessária. A luta continuará, apesar da repressão.

Assembleia do Campus Salvador, 20 de dezembro de 2016

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