Ato no Campus Salvador 01022017

Sem palhaçada: TAE e docentes protestam contra o aumento das cargas horárias

fev 01 2017
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Com apitos e narizes de palhaço, TAE e docentes protestaram, nesta quarta-feira (1), na Praça Vermelha do Campus Salvador. A manifestação chamou a atenção dos(as) estudantes e servidores(as) do Instituto para o aumento das cargas horárias, imposto pela gestão do IFBA sem qualquer diálogo com a categoria.

Matheus SantanaSegundo o TAE Matheus Santana, os(as) servidores(as) continuarão resistindo e fazendo barulho contra mais esta ação arbitrária da gestão. “Temos força para lutar, não iremos sucumbir às ameaças e perseguições. Iremos tirar esses gestores do poder. É desolador ver nossos(as) colegas doentes, tomando remédios por conta do assédio moral constante que estão sofrendo. Somos trabalhadores(as) dignos(as), concursados(as), capacitados(as) e, acima de tudo, somos seres humanos. Merecemos respeito. É importante lembrar que o nosso patrão é o povo brasileiro e não o reitor e seus/suas aliados(as)”, diz o TAE do Campus Salvador.

Ele fez questão de lembrar que, há cinco meses, o CONSUP tenta se reunir, mas, por manobras da gestão, as reuniões são sempre adiadas; foram instaurados inúmeros PADS sem qualquer fundamento, somente para perseguir trabalhadores(as); o reitor não se propõe a dialogar sobre as demandas importantes para a categoria e sequer conhece as legislações e especificidades de cada profissão atingida pelo aumento das cargas horárias. “Iremos lutar pela manutenção das seis horas para os(as) TAE, lutar pela saúde desses(as) trabalhadores(as) e pela sobrevivência do IFBA, tudo o que o aumento das cargas horárias coloca em risco”, garante Santana.

O professor de Sociologia e coordenador de Finanças do SINASEFE-IFBA, Rogério Lustosa, ressalta que o IFBA não funciona em horário comercial, e sim das 7h às 22h. “Com o fim das 30 horas para os(as) TAE, não haverá mais turnos contínuos e os(as) servidores(as) acabarão fechando os setores para almoço, sem contar que não precisarão chegar às 7h e sair às 22h. A flexibilização da jornada é importante tanto para a instituição, quanto para os(as) trabalhadores(as) e estudantes, e com as 40 horas semanais ela não existirá”, lembra Lustosa.

Rogério LustosaNa avaliação do professor, o ponto eletrônico e o aumento das cargas horárias não são medidas adequadas para a realidade do IFBA, pois prejudicam a produtividade e precarizam as condições de trabalho. “Os(as) docentes, por exemplo, poderão pegar até 24 turmas, a depender da sua área e de suas horas-aulas semanais. A mudança na jornada de trabalho afeta de forma desigual os(as) profissionais e prejudica a qualidade do trabalho feito para a comunidade. Mas isso não entra na mentalidade retrógrada desse reitor, que só saber usar o discurso do medo e da punição para conseguir o que quer. Mesmo assim, construiremos a resistência cotidiana ao ponto eletrônico e ao aumento das cargas horárias. Lutar sempre, desistir jamais!”, assegura Lustosa.

Ao final do ato, os(as) presentes ainda elegeram o TAE Matheus Santana como delegado para a 148ª Plena do SINASEFE.

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