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SINASEFE-IFBA promoveu o seu I Encontro de Mulheres

abr 25 2019
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Acolhimento, leveza, resistência e protagonismo marcam o I Encontro de Mulheres do SINASEFE-IFBA – inspirado no Encontro de Mulheres promovido em 2018 pela Direção Nacional – que reuniu nos dias 5 e 6 de abril, em Salvador, sindicalizadas de diversas regiões da Bahia sob o tema “Protagonismo e resistências feministas”.

O objetivo do evento foi proporcionar uma oportunidade ímpar para a organização política das mulheres desta seção sindical que, a cada dia mais, possuem um papel determinante na organização da luta no SINASEFE-IFBA e do SINASEFE Nacional, além da efetiva militância que elas desempenham no movimento feminista, movimento negro, movimento LGBT e tantos outros que são construídos por nossas companheiras na Bahia e no Brasil.

Na sexta-feira (5), o início do evento contou com um momento de acolhimento das participantes no Hotel Marazul, sob mediação da representante sindical do Campus Barreiras, Paula Vielmo e da representante sindical do Campus Jequié, Elane Nardotto, oportunidade em que as servidoras e terceirizada puderam se (re)conhecer e compartilhar vivências, sobretudo relacionadas ao espaço de trabalho, oportunizando um breve panorama dos campi representados.

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A abertura do encontro foi realizada no Salão Nobre do Instituto Federal da Bahia, no Campus Barbalho e no hall de entrada do Salão as/os presentes foram recepcionadas/os com placas que homenageavam mulheres, tais como Makota Valdina, Mãe Stella de Oxóssi, Vilma Reis, Marielle Franco, Elza Soares, Angela Davis, Maria Felipa, Majora Denice Santiago, Emma Goldman e Conceição Evaristo. A cerimônia de abertura ocorreu com a participação da coordenadora geral do SINASEFE-IFBA, Rosangela de Barros Castro, a coordenadora de políticas educacionais e reitora eleita do IFBA, Luzia Mota, Sandra Siqueira, da Regional Nordeste II do ANDES-SN e Lucimara da Cruz, da FASUBRA, sob mediação da docente do Campus Barbalho, Marlene Socorro. Em seguida, foi lançado e entregue as/aos convidadas(os) o Caderno de Feminismo Sindical e exibido o vídeo com depoimentos das autoras e designer que construíram coletivamente a produção.

WhatsApp Image 2019-04-24 at 13.17.14 (23)De acordo com Rosangela de Barros Castro, o lançamento do primeiro volume do Cadernos de Feminismo Sindical foi muito importante. “Foi um trabalho longo e bonito em que nos esforçamos para fazermos dentro dos moldes que as práticas feministas preconiza, com horizontalidade e a participação das mulheres com respeito mútuo. Além disso, tivemos o desafio de realizar uma mesa de conjuntura só com mulheres e para mulheres, mas também contando com a participação dos homens que se fizeram presentes nesse processo de formação, aspecto positivo e que se diferencia do encontro promovido pela nacional.

WhatsApp Image 2019-04-24 at 13.20.27O encerramento do primeiro dia do evento se deu com a mesa redonda Análise de conjuntura numa perspectiva feminista, que teve a mediação da Pedagoga do Campus Feira de Santana, Keity Barbosa e contou com a exposição de Rosângela de Barros Castro, Sandra Marinho Siqueira, da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (FACED/UFBA) e a ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Vilma Reis.

Para Rosangela de Barros, as falas da mesa de abertura foram muito importantes, potentes e sincrônicas. “Pude confirmar o que percebi ao longo da gestão de que exige um éthos no universo sindical que repele as mulheres e paradoxalmente ou não, dentro da atual conjuntura as mulheres trabalhadoras são as maiores afetadas”, pontua a coordenadora geral.

Ela destaca também que foi uma grata surpresa a presença de Vilma Reis, que estava na plateia e aceitou o convite de participar da mesa de conjuntura.

“Vilma é uma militante de alto escalão e de um grande valor. Em sua fala, ao contrário da minha que foi um tanto pessimista, ela apontou alguns respiros na conjuntura, como a eleição de Lori Lightfoot – a primeira prefeita negra e lésbica de Chicago, nos Estados Unidos. Isso sinaliza que tem reação entre os setores populares e oprimidos e que essa reação não se restringe somente ao Brasil”, conclui Rosangela.

WhatsApp Image 2019-04-24 at 13.25.12 (5)No sábado, a atividade foi iniciada com a oficina de turbantes da Ayabá Africanidades, ministrada por Valdiele Lima e ainda no período da manhã foi realizada a roda de conversa Trabalho (re)produtivo e Saúde: as mulheres trabalhadoras em Educação Profissional do IFBA com mediação Eliane Porto (IFFAR), Indaiara Silva (IFBA/ Campus Jacobina) e Solange Perdigão (IFBA/ Campus Barreiras).

Durante a tarde foi realizada a oficina de teatro da oprimida com a atuadora e educadora Leila Kissia. Para a docente do Campus Taguatinga do Instituto Federal de Brasília (IFB) e ex-coordenadora geral do SINASEFE Nacional (biênio 2014/2016), Moema Carvalho, a atividade serviu para mostrar as possibilidades que as mulheres têm na resolução dos conflitos internos e como indivíduas, principalmente em relação ao assédio moral, dessa pressão da sociedade que está sendo pauta e construída como uma máquina de moer gente.

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“Com a oficina tivemos o conceito de irmandade e uma vivência que nunca tive no ambiente sindical com o toque, confiança, falas, uma (mulher) ajudando a outra e o movimento, sem estarmos sentadas passivamente escutando uma mesa”, relata a docente.

 

O encerramento do evento aconteceu com a roda de conversa Caminhos para um sindicalismo feminista, com mediação de Moema Carvalho e da representante sindical do Campus Barreiras e membra da comissão organizadora do evento, Paula Vielmo, que observa a leveza e politização entre as participantes.

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“Nesta roda tivemos uma participação relativa, já que algumas colegas não tem muita vivência dentro do movimento sindical e a participação foi menor, embora elas tenham ficado mais atentas. No final tiramos encaminhamentos positivos para estabelecermos a perspectiva de um sindicalismo feminista, que passa pela formação das mulheres e dos homens que permeie todos os espaços sindicais, da instrumentalização das mulheres com as tecnologias de poder como condução de mesa, análise de conjuntura, a escrita de documentos, o significado e utilização de recursos como questão de ordem, pauta e esclarecimento dentro das assembleias. Além disso, aprovamos também a continuidade do Encontro de Mulheres e a produção de novos volumes para os Cadernos de Feminismo Sindical”, explica Paula.

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O evento reuniu cerca de 30 servidoras, 01 terceirizada, as 02 funcionárias da seção sindical, tendo sido avaliado como muito positivo pelas participantes e organizadoras. Ao final, as presentes deliberaram por aprovar uma Carta do I Encontro de Mulheres da Seção IFBA e algumas ações: oficinas sobre tecnologias de poder para as mulheres, criação de lista de e-mail para comunicação das e entre as mulheres, atividades de Educação Política Feminista e continuidade dos Cadernos de Feminismo Sindical e do Encontro de Mulheres anualmente, medidas a serem cobradas a execução da próxima gestão sindical.

 

Imagens do dia 5/04 (sexta-feira):

Imagens do dia 6/04 (sábado):

Baixe aqui as placas em homenagem às mulheres feministas:

Baixe aqui o primeiro volume do Cadernos de Feminismo Sindical.

Confira o vídeo de lançamento dos Cadernos de Feminismo Sindical: 

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