Ocupe Brasília

Trabalhadores(as) da Bahia estão se preparando para as mobilizações nacionais

maio 11 2017
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Os(as) trabalhadores(as) de todo o país estão se organizando para mais uma grande manifestação contra os ataques do Governo Temer e dos políticos corruptos do Congresso Nacional. O #OcupeBrasília acontecerá no dia 24 de maio e pretende levar milhares de pessoas para mais um momento histórico de luta no país. A Bahia estará lá representada por diversas organizações, dentre elas o SINASEFE-IFBA.

Durante todo o mês de maio devem ser realizadas assembleias de base para continuar o debate sobre a retirada dos direitos trabalhistas e previdenciários e o avanço da organização das lutas unificadas nacionais. A partir daí, serão formadas as caravanas que serão enviadas ao #OcupeBrasília.

Se as ações previstas para maio não frearem os ataques do Governo, as Centrais Sindicais que estão organizando os atos, a exemplo da CTB, CSP Conlutas e CUT, irão organizar outra grande Greve Geral, que deve durar 48 horas. As mobilizações do último dia 28 entraram para a história dos movimentos sociais (a maior Greve Geral do país) e serviram de combustível para a luta.

Na Bahia, as cidades de Barreiras, Brumado, Euclides da Cunha, Feira de Santana, Ilhéus, Jacobina, Jequié, Porto Seguro, Salvador e Valença foram às ruas e mostraram a força da união do povo, evidenciando a amplitude da ação do nosso Sindicato. Avenidas foram interditadas, comércios fecharam e o que se ouvia eram gritos de protesto contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e contra as tentativas desse governo de afundar o país na miséria e na ignorância.

Para o coordenador geral do SINASEFE-IFBA, Fabiano Brito, a Seção IFBA foi fundamental para a construção e o desenvolvimento do ato do dia 28, tanto na capital, quanto no interior do estado. “Tivemos centenas de filiados(as) e dirigentes nas ruas, participando diretamente das manifestações. O nosso sindicato é de luta e temos investido fortemente nestes atos políticos e legítimos organizados pela classe trabalhadora”, garante Brito.

O doutorando em Ciências Políticas e também coordenador da Seção IFBA, Luís Antônio Costa, conta que o Instituto e o Colégio Militar de Salvador estão em um processo de constante e progressiva mobilização de professores(as) e TAE desde o fim do ano passado, quando os ataques efetivamente se iniciaram. “No IFBA, entramos em greve e participamos da caravana à Brasília contra a PEC do Fim do Mundo, o que significa dizer que vários(as) colegas nossos enfrentaram a brutal repressão que ocorreu no Distrito Federal naquela tarde/noite. Junto com o SINASEFE-IFBA, apoiamos, das mais variadas formas, as ocupações estudantis autônomas, que pautaram várias maneiras de resistência contra as opressões e a necessidade de construir um projeto alternativo às formas autoritárias de gestão que são a marca da atual Reitoria do IFBA”, relembra Costa.

Ele ressalta que a comunidade IFBA, com o apoio do Sindicato, está participando ativamente como protagonista da Frente Escola Sem Mordaça, que luta contra o Escola Sem Partido, projeto apoiado por setores neofascistas. “Somaremos esforços para resistir contra a destruição da rede de ensino público e sua consequente privatização, que é o objetivo final das propostas de Reforma do Ensino Médio do desgoverno Temer. Por enquanto podemos adiantar que só há um plano: resistir de todas as formas, de todas as maneiras que forem possíveis, agora, nos próximos meses e nos próximos anos. Pois, parafraseando o saudoso geógrafo Milton Santos: ‘quando o capital comanda tudo, e aparentemente só a sua ordem prevalece, aí é que a contradição se instala! Isso significa que, mais do que nunca, só a luta muda a vida!”, acrescenta Costa.

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